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Filósoso pop, Zizek fala de vampiros, zumbis, Hugo Chávez e defende cultura popular

11/03/2013 17h12 Fabiano Alcântara

 

Mais pop dos filósofos, a ponto de um boato de que seria namorado de Lady Gaga ter sido espalhado, o esloveno Slavoj Zizek está no Brasil para uma série de conferências. Na sexta-feira (8), em passagem pelo Sesc Pinheiros, em São Paulo, ele alertou aos presentes para que “não tenham medo da cultura popular”.

“Há potencialidades supreendentes, conteúdos progressistas, na mais baixa cultura popular”, afirmou o filósofo, que criticou a visão oficialista de Lincoln, de Steven Spielberg e elogiou Abrahan Lincoln Caçador de Vampiros, que considerou “uma resposta de esquerda”. “Existe uma luta de classes entre vampiros e zumbis, os vampiros são de uma classe superior, eles são finamente educados, refinados, eles vivem entre nós. Os zumbis nos aterrorizam, nos atacam de fora”, analisou o filósofo que citou um de maiores inspiradores, o psicanalista francês Jacques Lacan: “A verdade tem a estrutura de uma ficção”.

No país a convite da Boitempo Editorial e do Sesc, que organizam a série de eventos Marx, a Criação Destruidora, Zizek abriu sua palestra em tom politicamente incorreto, disse que gostava de São Paulo por seu “cheia de estresse” e que a preferia ao norte do país, “onde as pessoas dançam”.

Em seguida, falou sobre o ex-presidente Hugo Chávez, que morreu na terça-feira. “Ele foi o primeiro a não só cuidar dos pobres, no velho estilo peronista, falando por eles, mas a canalizar com determinação toda a sua energia no seu despertar e efetivamente na sua mobilização como agentes políticos ativos e autônomos”, defendeu.

Apesar do tom elogioso, ele disse que não estava ali para adulá-lo e reprovou a aproximação do líder populista venezuelano com Lukaschenko e Ahmadinajad, presidentes, respectivamente, da Bielorússia e do Irã.

Zizek apontou a ausência de líderes e de uma direção para os movimentos que vê emergir na Europa, apesar de constatar sua beleza, os comparando com o maio de 68, que sacudiu a França e o mundo, e hoje faz parte do passado de políticos de direita daquele país. “Os protestos na Europa são quase um estado de revolução, mas ninguém sabe o que fazer”, constatou. “Quando você vê um líder, você pensa, agora eu sei o que quero. E eu não vejo nada protofascista nisso”, disse.

No país também para o lançamento de Menos que Nada: Hegel e a Sombra do Materialismo Histórico (Boitempo), o filósofo voltou a falar de cinema para ilustrar suas ideias. “A língua é a casa do ser, dizia Heidegger. Lacan diria que é o sanatório. Será que a poesia não é a maior máquina de tortura da língua que você conhece? Veja Eisenstein o que ele faz. E Rosselini, Tarkovsky. Eiseinstein diria corta, corta e Tarkovsky, estica, estica.”

Zizek referia-se ao estilo de edição dos dois cineastas russos. Enquanto Eiseinstein revolucionou o cinema ao contar histórias de modo frenético, antecipando a linguagem do videoclipe, Tarkovsky usava planos longuíssimos, de alta densidade poética e filosófica. 

Aparentando sentir muito calor e ajeitando a camiseta vermelha com desenhos de Marx e Engels, com leves puxões, em uma espécie de tique nervoso, Zizek levantou os braços e comemorou quando o mediador afirmou que a noite estava se encerrando. O filósofo, que chegou a ser interrompido por um cidadão que gritava coisas sem nexo, em certo momento, justificou que como filósofo não gostava do diálogo e que Platão havia entendido Sócrates errado e Marx feito a mesma coisa com Hegel. Por isso, esperava também ser mal entendido.

Encerrada a fala do autor, que ainda contou uma piada blasfema envolvendo Jesus e Maria Madalena, retrucada com “que horror” da minha vizinha de cadeira atrás, o mediador avisou que aqueles que desejassem autógrafos deveriam subir as escadas. Zizek disse que fantasiava imaginando que seu companheiro de mesa estava dizendo: “Ainda bem que ele parou de falar e nos livramos dele”.

Um amigo chamado Flávio Lima, músico, poeta e arquiteto, tem mania de criar jogos em que passa horas viajando. Um deles refere-se a escalação de pensadores e filósofos como se fossem jogadores de futebol. Sem pensar, neste dia escolhi vestir ume camisa retrô do Botafogo com o número 6, de Nilton Santos. Quem seria hoje um lateral esquerdo melhor que Zikek? Peguei a fila, estiquei o livro, ele fez um rabisco e o empurrou de volta, exausto. Nem percebeu a homenagem

Whole Foods Pledges to Label All Genetically Modified Food by 2018

Whole Foods Pledges to Label All Genetically Modified Food by 2018

By Besha Rodell Mon., Mar. 11 2013 at 10:00 AM
Categories: Food Safety
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whole-foods-gmo.JPG
ciao_yvon via flickr
Veggies at Whole Foods: In 5 years, they’ll be GMO-free

On Friday, Whole Foods Markets announced that all products in their stores with genetically modified ingredients will be clearly labeled within five years. They say they’re making the move to meet consumer demand for GMO labeling, and that the five-year time frame is to give their suppliers time to source non-GMO ingredients or to change labels to clearly distinguish those products that contain genetically modified ingredients.

From the blog post announcing the new GMO policy:


Today, we stood up for the consumer’s right to know by announcing that all products in our US and Canadian stores containing genetically modified organisms (GMOs) must be clearly labeled within five years. We heard our customers loud and clear asking us for GMO labeling and we are responding where we have control: in our own stores.

We are the first national grocery chain to set a deadline for full GMO transparency.

This comes just a few months after Proposition 37, the proposition that would have required GMO labeling in California, was defeated in this state’s November elections after big agriculture companies like Monsanto poured millions of dollars into an ad campaign claiming the law was confusing and would be costly.

But with recent polls showing that a huge majority of Americans support and want GMO labeling, Whole Foods is making a business decision to give those people what they want. It’s a vegan Libertarian’s dream come true: big business solving the problems of health-minded elites when the democratic process fails to do so.

See also:
Prop 37 Goes Down: Big Ag Wins This Round in The Fight For GMO Labeling

Green Gold – Documentary by John D. Liu

Green Gold – Documentary by John D. Liu

helio oiticica

helio oiticica

FROM WIKIPEDIA –

Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1937 — Rio de Janeiro, 22 de março de 1980) foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas.

É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.[1] Neto de José Oiticica, anarquista, professor e filólogo brasileiro, autor do livro O anarquismo ao alcance de todos (1945).

Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann.

Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de “antiarte por excelência” e uma pintura viva e ambulante[2]. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos e textos (mensagens como “Incorporo a Revolta” e “Estou Possuido”)[3], e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerado uma escultura móvel.

Em 1965, foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro por levar ao evento integrantes da Mangueira vestidos com parangolés[4]. A experiência dos morros cariocas fazia parte da dimensão da sua obra[2].

Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. Oiticica o chamava de “primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem “brasileira” ao contexto da vanguarda”. Os penetráveis têm como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador[2].